No que respeita ao saber psiquiátrico para leigos domina o sincretismo.
Penso tratar-se de uma verdadeira amálgama de "bits and pieces" que vão do artigo bem escrito da Elle ao extremismo fanático de um qualquer "psi" passando por um outdoor mais ou menos criativo mas não necessariamente rigoroso.
Contudo, outra realidade não seria expectável pois ao nos aproximar-nos das raízes actuais do conhecimento psiquiátrico - onde habitam os notáveis - a verdade é que não encontramos muitas verdades.
Parece-me até que em Psiquiatria - a quintessência da Medicina de acordo com o saudoso Prof. Doutor Pedro Polónio - alberga melhor os seus axiomas que as suas "verdades".
A título de exemplo e citando Thomas R. Insel, M.D. (Director of the National Institute of Mental Health) "Mental Disorders are Brain Disorders". Repare-se em como esta proposição traduz bem algo fáctico, ou seja, ninguém duvida que um ser humano com uma doença mental deixará de a ter se, no seu sentido literal, perder a cabeça.
Na continuação destas alocubrações algo marginais então, se assim é, a guilhotina tem o seu lugar como instrumento terapêutico em Psiquiatria.
O dito "cicrano perdeu a cabeça" não se enquadra nesta visão na qual sem cérebro não temos doença mental dado que perdendo a cabeça perde-se a possibilidade de aceder à loucura.
Abordar a doença mental e o cérebro sem comtemplar a mente é um exercício absurdo. Vêem como se produz uma proposição que dispensa a experimentação e é verdadeira?
(a continuar em breve)
Wednesday, March 31, 2010
Subscribe to:
Posts (Atom)
